Por favor

Ela disse por favor. Por Favor. Por Favor! Era sua única arma. Ele atacava com facas, com braços, com força. Ela dizia por favor. Por favor. Por favor. Dizia porque sempre fora escutada quando dizia por favor. Foram essas palavras mágicas que abriram todas as portas até hoje. Por favor e todos faziam silêncio. Por favor e as portas se abriam. Por favor e todos os problemas poderiam ser resolvidos.
Naquela rua. Voltando para casa. Tarde porque as horas se perderam. Por favor ela gritava. Por favor. Nenhuma reação. O rosto do homem não amolecia, parecia sequer ouvir as palavras. Socos e por favor. No chão e por favor. Existe algo que se rompe nos homens quando palavras já não servem de escudos.

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